sábado, 17 de novembro de 2007

Joelho


Ponho um beijo
demorado
no topo do teu joelho

Desço-te a perna
arrastando
a saliva pelo meio

Onde a língua
segue o trilho
até onde vai o beijo

Não há nada
que disfarce
de ti aquilo que vejo

Em torno um mar
tão revolto
no cume o cimo do tempo

E os lençóis desalinhados
como se fosse
de vento

Volto então ao teu
joelho
entreabrindo-te as pernas

Deixando a boca
faminta
seguir o desejo nelas.


Maria Teresa Horta

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Flor de Lótus

O que é o amor?
Um sentimento que nasce da paixão, do desejo, que se desenvolve numa profunda amizade, na afinidade de gostos e pensamentos, na aceitação das diferenças, no respeito e confiança mútuos.
É o sentimento que nos leva a mergulhar na própria alma, enfrentar fantasmas esquecidos, reabrir feridas mal cicatrizadas,
Sentimento frágil, mas forte nas emoções que provoca.
Muitas vezes incompreendido, gerado nos meios mais inóspitos, alvo fácil de quem não o sente nem o conhece e por isso o quer destruir.
Quando emerge da dor, liberto do passado, purificado pelo sofrimento, é o sentimento mais belo que a alma e coração humanos podem sentir.
Como a Flor de Lótus, que nasce de águas lodosas e pantanosas, o amor verdadeiro desabrocha ao nascer do sol. Abre-se em botões de beleza pura, de perfume único, numa vitória sobre a morte e sobre a destruição. Nem a noite lhe retira a sua força, nem a madrugada viola a sua glória.
A Flor de Lótus, tal como o amor, não existe para ser admirada. Toda a sua existência deve apenas...ser vivida.

Amo-te. Infinitamente.


segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Com um beijo me entrego, com um beijo me dou.
Com um beijo te revelo os meus segredos,
os meus maiores sonhos e medos.
Beijo-te de leve e depois com ardor,
com paixão e desejo
para que saibas o que eu sou.
Neste beijo sonhado, sentido
mostro-te a minha alma
revelas-me a tua alma
E no tempo de um beijo
se resgata uma vida
se recomeça outra
Um sorriso desenha-se no olhar
O desejo no corpo
O amor nas palavras ditas
murmuradas, e agora gritadas
Num beijo querido, amado
Princípio de tudo
fim da dor
Um beijo que sela, para sempre
O nosso amor

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Rosa do Deserto

A Vida chega de mansinho, lentamente às nossas vidas. Faz-se anunciar docemente, sem burburinho, deixando recados e mensagens só para nós.
Como uma rosa do deserto, que nasce do orvalho da noite, do calor do sol e de um grão de areia,
a Vida convida-se nos nossos corações.
Ao encontrar a dor, a mágoa e a tristeza, a Vida torna-se esta bela flor. Nascem então os sonhos, e no sonho nasce a vontade de os tornar reais.
Como uma rosa do deserto, um pedaço de Vida reanima o que estava latente mas adormecido. E então, no meio do nada e de coisa nenhuma nasce uma flor, chamada Amor.
Num grão de areia cristalizado pela força da natureza, duas vidas sem rumo encontram-se num mesmo caminho. E num deserto antes árido e infértil, brota a maior prova de que a Vida pode nascer nas condições mais difíceis, improváveis e inóspitas.
Como uma rosa do deserto, existe este Amor que ambos trazemos no peito e que simboliza a nossa caminhada e a nossa luta.
Que a Alegria se revele no nosso olhar, a Paz se faça presente e o Amor perdure nos nossos corações.

Amo-te. Infinitamente.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Amor com Sabor a Mel

Saboreio o mel dos teus lábios como quem bebe o elixir da vida.

Tua pele tem o gosto doce deste mel que em gotas lânguidas se espraia pelos vales e montanhas do teu corpo.

Mel dourado, cor dos campos de trigo, papoilas de Verão que salpicam de vermelho o horizonte dos teus lábios.

Dourado mesclado pelo mar dos teus olhos onde mergulho em busca das emoções que me ofereces.

Mel denso e delicado, levemente perfumado pelas flores onde nasceu e que te cobre, tornando-te fonte do meu deleite.

Não resisto à visão deste néctar que me ofereces abertamente...despudoradamente.

Sacio-me dele, bebo a sua essência, a sua vida.

E percebo que o teu amor...tem sabor a mel...

domingo, 5 de agosto de 2007

Temporal

Há uma tempestade no meu mar de sentidos.

Qual náufraga debato-me nas ondas que me empurram e me levam numa corrente forte e avassaladora nos momentos em que não te encontro.

Não sei viver sem ti.

O vento forte arrasta-me para uma maré cheia de sentimentos e sensações, onde me perco e só me encontro quando estás ao meu lado.

Vem…traz-me a bonança depois da tempestade.

Dá-me a tua mão e leva-me desta noite sem luar onde mergulhei. Faz do silêncio uma canção, da ausência o encontro, da distância o destino.

Abraça-me com a tua alma, acolhe-me no teu corpo.

Tremo de frio e de cansaço, que me chegaram nesta luta que travo contra um temporal que se abateu sobre mim.

Sorrio quando vens para mim.

O temporal passou…

sábado, 28 de julho de 2007

Meu Corpo Teu Ninho



A simples lembrança dos teus dedos na minha nuca me arrepiam
Teu cheiro me habita a alma e meu peito, arfante, te recebe.
Me abraça, vem dormir comigo
Me ajuda a apagar do peito aquela dor do querer.
A noite se instala em mim.
Lá fora, apenas o silêncio da noite do teu olhar.

Vem.
Ocupa com teu corpo esse abrigo que te chama.
Volta a ser minha morada, teu abrigo
Faz de mim tua caverna, teu porto seguro.
Faz do meu corpo teu ninho.

Atordoada pelas saudades crescentes,
meu corpo todo se ouriça à tua procura.

Léa Waider

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Amar é querer ter-te
num sonho que não morre
é lutar por um momento
é ser maior
voar
ter asas
ser superior ao medo
à dor
Amar-te é ter-te presente
na luz do sol
na prata da lua
nas lágrimas que caem
com gosto a saudade
amar é sonhar
criar-te num mundo
de anjos
de amor
que Deus ofereceu
amar é ter-te comigo
num paraíso terreno
que iguala o céu

sábado, 14 de julho de 2007

A Magia do Amor

Guardo em mim todas as palavras de amor que tenho para te dizer. Um amor que surgiu de uma forma mágica e estranhamente bela, e que se socorre de símbolos para se expressar.
Todos os dias escrevo uma página de um livro que se abre para a vida, e a minha vida és tu.
A tua alma enfeitiçou-me, o teu olhar encantou-me, num truque de magia do qual não posso nem quero libertar-me. Sou prisioneira nos meandros de um sentimento que tomou o meu coração, que me trouxe alegria e me faz feliz.
És a outra metade de mim reencontrada, a máxima manifestação do amor que eu sinto.
A magia doce e bela que os teus olhos espelham e as tuas palavras me revelam. A Magia do Amor.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Sacia-te de Mim



Sacia-te de mim...

Sacia a tua fome com o meu corpo

Cala a sede do teu desejo na minha boca

Bebe cada suspiro meu

Saboreia os meus gemidos

Alimenta a tua vontade com as minhas mãos

que te percorrem o corpo

Com os meus beijos

que buscam o teu prazer

Com o meu olhar

que te deseja

Sacia-te de mim...

Mostra-me esse teu olhar guloso,

faminto, louco

com que me desejas

que me sonhas

e te sinto

Bebe em mim a frescura da descoberta

o calor da paixão

a doçura do amor

Faz de mim o teu alimento

o teu sustento e tua força

Sacia-te de mim...



segunda-feira, 9 de julho de 2007

Sonho e Desejo

Fecho os meus olhos e encostado na minha poltrona
imagino-te.
A doçura dos teus olhos,
a suavidade da tua pele,
o tom quente do teu cabelo.
A tua voz terna, o teu riso.
Num momento o pensamento pula para além da realidade
e ocupa o sonho, desejo-te.
Desejo sentar-te aninhada sobre o meu peito,
passar as mãos nos teus cabelos e sentir no meu pescoço
o arfar leve da tua respiração.
Olhar bem no fundo dos teus olhos,
e ver o insondável da tua alma,
passar as minhas mãos gentilmente no teu rosto
e acariciar-te levemente a nuca,
e nessa caricia,
puxar a tua cabeça ate sentir os teus lábios unidos aos meus.
Começar a passar levemente a minha língua sobre eles,
saboreando o doce do teu beijo
e esperando que teus lábios lentamente se abram,
deixando que a minha lingua descubra cada canto da tua boca.
percorrendo-a num bailado doce e excitante.
Beijar-te até saciar a sede do desejo dos teus lábios.
Depois percorrer o teu pescoço com a minha boca húmida do nosso beijo,
deixar que meus dentes arranhem suavemente a tua pele
para te ver arrepiada e ouvir um gemido sussurrado.
Beijar os teus seios,
acariciando-os e chupando cada um deles,
chupando com força,
fazendo com que o teu seio entre na minha boca,
e depois mordiscar lentamente os teus mamilos,
deixando que sintas a dor leve do aperto dos meus dentes
e voltar a chupá-los de novo, fazendo-te esquecer a dor.
Deixar que as tuas mãos guiem a minha boca ao longo do teu ventre,
beijando cada centimetro da tua pele,
acariciando-te com as minhas mãos sedentas de descoberta.
Deixar que a minha boca encontre o teu sexo,
quente,
palpitante e permitir que eu o descubra.
Deixar que a minha língua te penetre profundamente
acariciando um jardim de sensações desconhecidas e só tuas.
Beijar esse epicentro do desejo,
deixar que os meus dedos descubram o teu calor,
e voltar a explorar-te com a minha boca ávida do teu prazer.
Depois beijar as tuas pernas centímetro a centímetro,
até acariciar os teus pés,
colocando-os em minhas mãos,
admirando-os e beijando lentamente cada um deles.
Voltar a beijar a tua boca entreaberta por gemidose
calá-los num longo e profundo beijo onde as nossas bocas se perdem
e as nossas línguas se misturam.
Acariciar os teus seios,
apertanto os mamilos rosados entre a ponta dos meus dedos,
para te ver gemer e arquear o corpo tentando fugir à dor.
De seguida beijá-los de novo
deixando que o calor da minha boca adormeça a dor sentida
e de novo mordiscá-los para de novo ouvir um gemido meio de prazer.
meio de dor.
Finalmente quando os sentidos totalmente excitados
não suportam mais a espera,
colocar-te sentada sobre os meus quadris
e deixar que me possuas,
possuindo-te,
agarrando a tua cintura para que o meu corpo se funda no teu,
até ao mais profundo do ser.
Ficar assim sentindo o teu corpo dançar sobre o meu
a melodia dos nossos gemidos
e segurar o prazer até ao limite.
Depois gentilmente tirar-te de cima de mim,
beijar de novo lentamente a tua boca
bebendo os teus suspiros
e de pé abraçar-te e beijar-te até o desejo ser para lá de intenso
e com teu corpo colado no meu, num forte abraço,
deitar-te suavemente na cama e comigo sobre o teu corpo,
penetrar-te lentamente,
puxando-te para mim,
obrigando o teu corpo a receber plenamente o meu.
Sussurrar juras de amor nos teus ouvidos e sentir que doi
o não me deixar satisfazer totalmente ainda,
e deixando que a dor do prazer adiado se eternize,
possuir-te numa dança que visa o teu prazer,
até sentir que o teu corpo se arqueia num espasmo
e que as tuas coxas se contraem extasiadas
apertando o meu corpo dentro de ti,
depois,
ai sim,
num longo beijo,
deixar que o meu corpo se sacie,
abraçando o teu num amplexo ardente,
sentindo espasmos percorrerem-me
e soltando um rio de seiva quente dentro de ti.
Depois somente o suave sussurro de palavras de amor
e dois corpos suados que se tocam,
numa preguiça feita de desejo saciado.
Um beijo cumplice sela o amor que nos une
e um sorriso delicado entreabre teus lábios que beijo agora só com amor,
saciado de desejo.
Enlaço-te num abraço e esperamos que o sono chegue,
enquanto beijo as tuas palpebras
e silencío a tua boca com um ultimo e longo beijo.
Depois, enfim, depois a paz.



Marcus Viana - Tema da novela O Clone

Ah, se pudéssemos contar as voltas que a vida dá
Pra que a gente possa encontrar um grande amor,
É como se pudéssemos contar todas estrelas do céu,
os grãos de areia desse mar,
ainda sim
Pobre coração o dos apaixonados
que cruzam o deserto em busca de um oásis em flor
Arriscando tudo por uma miragem,
pois sabem que há uma fonte oculta nas areias,
Bem aventurados os que dela bebem,
porque para sempre serão consolados
Somente por amor a gente põe a mão no fogo da paixão
e deixa se queimar,
Somente por amor,
movemos terra e céus,
rasgando sete véus,
saltamos do abismo sem olhar pra trás,
Somente por amor a vida se refaz
Somente por amor a gente põe a mão
no fogo da paixão e deixa se queimar,
Somente por amor,
movemos terra e céus,
rasgando sete véus,
saltamos no abismo sem olhar
pra trás,
Somente por amor,
e a vida se refaz e a morte não é mais pra nós.